HOMEM APOSTA NA HONESTIDADE E CRIA BANCA PARA VENDER CHUCHUS ONDE O CLIENTE PAGA E PEGA O TROCO SOZINHO

HOMEM APOSTA NA HONESTIDADE E CRIA

BANCA PARA VENDER CHUCHUS ONDE O

CLIENTE PAGA E PEGA O TROCO SOZINHO

 

 

Adão Estevão Soares, marceneiro de 66 anos, num ato de confiança na humanidade, resolveu criar uma banca de vender chuchus em que o cliente deixa o dinheiro e pega o troco sem a presença do vendedor. É uma aposta na honestidade da população de Valparaíso, Goiás, no Entorno do Distrito Federal, onde fica a simples banquinha. Adão conta que nunca foi furtado e tem esperanças de que a ideia propague.

Os legumes são produzidos por ele, no quintal da própria casa. Durante o dia, enquanto os chuchus são vendidos, ele tem outra função. Trabalha como marceneiro na garagem da residência.

“O TRABALHO QUE TEM É SÓ DEIXAR A BANQUINHA DE MANHÃ, DE VEZ EM QUANDO OLHAR SE ESTÁ QUASE ACABANDO, PEGAR MAIS CHUCHU. ENQUANTO ESTOU TRABALHANDO AQUI, ESTÁ RENDENDO LÁ TAMBÉM. MUITA GENTE PENSA EM ‘DAR O CANO’ NAS PESSOAS, E EU ACHO QUE NÃO É MUITO BEM POR AÍ. EU AINDA TENHO ESPERANÇAS DE TODO MUNDO SER HONESTO”

– disse o marceneiro.

Em duas semanas da iniciativa, 30 kg do legume já foram vendidos. Os chuchus são colocados em uma mesa improvisada na calçada da casa dele, com várias sacolas disponíveis. Ao lado da banquinha, uma placa indica que o produto é orgânico e que cinco unidades custam R$ 1.

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A frase “Pagar aqui” foi escrita logo abaixo, com uma seta em direção a uma caixinha onde os clientes deixam o dinheiro e, quando necessário, pegam o troco, tudo sem a fiscalização de ninguém!




CLIENTELA:

O autônomo Rochael Ferreira conta que se tornou um cliente assíduo da banca do marceneiro. Ele passa pelo local todos os dias e, sempre quando pode, compra o legume e pagar em dobro, para valorizar a iniciativa que, segundo ele, inspira confiança e cooperação.

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“EU GOSTO MUITO DE CHUCHU, E AINDA É NATURALZINHO. EU SÓ ESPERO QUE NINGUÉM PEGUE O DINHEIRO QUE ESTÁ ALI”

– disse.

A dona de casa, Luzimar Soares, comemora a ação, mas diz que tem medo de que alguém furte “o caixa” do marceneiro.

“É INTERESSANTE, AGORA NÃO SEI SE TEM ALGUÉM COM CORAGEM PARA DEIXAR O DINHEIRO LÁ. NÃO VOU DEIXAR PORQUE ALGUÉM VAI PEGAR”

– afirmou.

 

Fonte: https://minilua.com

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